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Fruto da Democracia
Participativa
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Barão Geraldo
ganha a causa dos loteamentos -
Caros
amigos,
A
notícia abaixo é a prova que, unidos e mobilizados, conseguimos
contribuir para mudar o rumo da história.
Já
não basta só a DEMOCRACIA REPRESENTATIVA, aquela que exercemos na
hora do voto. A sociedade clama pela DEMOCRACIA PARTICIPATIVA - a
que se pratica durante os 4 anos seguintes ao voto - na relação do
poder público com a sociedade.
A DEMOCRACIA
PARTICIPATIVA é nova para todos e está começando a
crescer dentro de nós. Que ela frutifique em várias outras
oportunidades e que o exemplo de união que Barão Geraldo
conseguiu seja seguido por toda a cidade.
Esperamos
que continuemos sempre unidos.
CORREIO
POPULAR 29/04/2004
Cidades
Comdema veta mudança de perímetro em Barão
Alteração
prevista em projeto de lei elaborado pela Prefeitura de Campinas
permitiria construção de megacondomínio em área rural
Rose Guglielminetti
Zezé de Lima
Da Agência Anhangüera
O Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema) deu ontem
parecer desfavorável a dois projetos da Prefeitura de Campinas que
provocaram polêmica no ano passado por terem sido enviados à Câmara
sem a devida apreciação do órgão, que é deliberativo. Um dos
projetos altera o perímetro de rural para urbano no distrito de Barão
Geraldo e o outro amplia em 25% a Área de Preservação Ambiental (APA)
nos distritos de Sousas e Joaquim Egídio.
O parecer do Comdema contraria a Administração municipal, que, apesar
dos protestos dos moradores de Barão Geraldo e ambientalistas, defendeu
a votação dos projetos sem a apreciação do órgão, sob a
justificativa de que o parecer não era necessário e que as alterações
trariam desenvolvimento para a cidade.
A mudança de perímetro em Barão Geraldo iria beneficiar,
principalmente, um empreendimento do ex-banqueiro Aloysio Faria. No
local, ele pretendia construir um megacondomínio de 4,85 milhões de
metros quadrados. Do total da área prevista para o empreendimento,
cerca de 4 milhões de metros quadrados teriam que ser passados para perímetro
urbano, pois ainda estão situados em área rural. A área total do
empreendimento, chamado Fazenda Santa Paula, foi comprada durante os
anos de 2000, 2001 e no ano passado.
Esta é a segunda derrota da Administração municipal. A primeira foi
quando os dois projetos, apesar de terem entrado em pauta, foram
impedidos pela Justiça de serem votados pelos vereadores sem o parecer
do Comdema. O mandado de segurança que pediu a suspensão da votação
foi impetrado pelo vereador Tadeu Marcos Ferreira (PSDB) e a liminar foi
concedida no ano passado pelo juiz da 10ª Vara Cível de Campinas,
Antonio Marcelo Cunzolo Rímola.
O tucano entrou na Justiça alegando que a prefeita Izalene Tiene (PT)
descumpriu tanto a Lei Orgânica do Município como a Lei Municipal
10.841/01, que determinam que alterações de zoneamento e perímetro
urbano sejam submetidas à análise do Comdema. O parecer do Conselho
será enviado à Justiça.
Para Tadeu Marcos, o parecer reforça que a sua ação questionando as
alterações estava correta. “Só quero ver se os vereadores irão
insistir e votar esta matéria. Também quero ver a posição do PT, que
sempre valorizou os conselhos municipais”, ressaltou o tucano. Em função
dos embates jurídicos e políticos, a empresa do ex-dono do Banco Real
informou que iria desistir do projeto imobiliário.
Plano Diretor
O presidente do Comdema, Régis Romano Maciel, disse que no caso
analisado (alteração de perímetro) a justificativa para o parecer
desfavorável é que para se promover mudanças em perímetro é
recomendável trabalhar um novo Plano Diretor para garantir abrangência
e não alterações pontuais, como as propostas. O parecer também
considerou que a população deve ser ouvida. “Os conselheiros
afirmaram que há necessidade de pensar a cidade como um todo e parar
com mudanças pontuais”, explicou. A votação pelo parecer
desfavorável foi unânime por parte dos 23 conselheiros
reunidos.
A Prefeitura de Campinas informou ontem por meio da assessoria de
imprensa que só se pronunciará depois de tomar conhecimento dos dois
pareceres.
Ampliação de APA deixa órgão
dividido
A unanimidade que predominou na votação do parecer que analisou a
proposta de alteração de perímetro rural para urbano em Barão
Geraldo, cedeu lugar para a divisão quando os conselheiros do Comdema
votaram o projeto que trata da ampliação da APA de Sousas e Joaquim Egídio
em 25%. A reportagem apurou que alguns defendiam a ampliação
justificando a necessidade de preservação ambiental. Outros disseram
que são favoráveis, mas que a condução do processo foi arbitrária.
“Queremos que seja uma área maior e que os ambientalistas sejam
ouvidos e não seja feito um projeto de gabinete”, criticou uma das
conselheiras.
Oficialmente, os conselheiros apontam três questões para terem dado
parecer desfavorável ao projeto. Uma delas é que os limites escolhidos
pela Prefeitura para demarcar a área são elementos físicos – um
linhão férreo e a Rodovia Campinas-Mogi Mirim – ao invés de limites
naturais, como microbacias, consideradas quando se trata de projetos
ambientais.
A outra justificativa é que a área escolhida para a ampliação não
cumpre com o seu objetivo de preservar os mananciais. Na opinião dos
conselheiros, se a preocupação com a água for real, é necessário
definir uma outra APA, essa em Barão Geraldo, onde o Rio Atibaia também
precisa ser protegido.
A última consideração dos conselheiros é que os estudos para a
ampliação ou transformação de áreas em APAs devem também envolver
opções que garantam o desenvolvimento sustentável das áreas próximas
devido às restrições que a decretação impõe, como por exemplo, a
proibição do uso de agrotóxicos nas culturas. (RG e ZL/AAN)
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