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FUTURO
INSUSTENTÁVEL - O GUARÁ É A BOLA DA VEZ
setembro 2006
A
destruição de fontes, riachos, mananciais, flora e fauna no distrito,
continua em alta. Paralelamente com esta destruição, as autoridades
elaboram planos mirabolantes como o Projeto Anhumas, amplamente
divulgados e nunca aplicados na prática, mesmo com dinheiro do exterior
disponível para este fim. Se a ETE que vai para o Anhumas não for feita
logo, Campinas ainda vai perder este financiamento. A Estação de Tratamento de
Esgoto de Barão Geraldo, que constantemente tem a foto publicada na mídia
do distrito, não existe e não há previsão sustentável para sua elaboração.
Enquanto isso, o esgoto de Barão Geraldo, centro do pólo tecnológico nacional,
continua indo sem tratamento para o Rio anhumas.
Barão Geraldo, por fora bela viola, por dentro pão bolorento,
à primeira vista, pode ser bonito. Porém, onde pouca gente vê: o riacho,
a periferia, o esgoto caindo no Rio Anhumas e os finais das tubulações, são bolorentos.
A
educação ambiental no nosso país enfoca as indústrias, o desmatamento e produtos agro-pecuários
como responsáveis pelos danos ao meio ambiente. Sem dúvida, causam muitos danos, mas
a ausência de tratamento de esgoto e as águas pluviais não
absorvidas nas cidades, são as grandes agressoras
nas regiões próximas
dos centros urbanos.
Em alguns países, a área coberta do terreno, que não absorve água pluvial,
entra no cálculo do imposto predial. Se não há absorção de água pelo
solo, a prefeitura
tem que aumentar as tubulações para conter as águas, evitar enchentes e
danos ao meio ambiente - quem veda o terreno tem que pagar por este
serviço e tubulações para a prefeitura.
Em Campinas, apesar das leis existentes, cada um faz o que quer. Veja
abaixo as fotos dos tubulões de um dos novos loteamentos em Barão
Geraldo - e a água vai passar nos terrenos dos vizinhos. Em casos como
este, a tendência é a prefeitura "quebrar o galho" dos ricos
proprietários dos loteamentos e fazer o serviço com dinheiro público
(que nunca tem para educação e cultura). Isto aconteceu com as pontes do
Ribeirão das Pedras, cujas enchentes são causadas pela impermeabilização
do solo no Shopping D. Pedro e também pelo Condomínio Barão do Café.
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Os
moradores do bairro Guará, que lá se instalaram por apreciarem
a natureza, agora estão
cercados por muros de vários condomínios fechados.
Com estes condomínios, a poluição e degradação do meio ambiente vão
aumentar, descaracterizando o bairro. |
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Veja
as fotos
clique p/
ampliar
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O bairro Guará
está sendo cercado
por muros de condomínios |
No
condomínio maior, as águas pluviais
que não
serão mais absorvidas irão
para
grandes tubulações, |
que terminam
em um riacho de
água limpa com 40 cm de largura |
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Este riacho de
água limpa, será o
condutor das águas pluviais do
condomínio (daqueles tubulões) |
O riacho tem flora,
fauna e passa
pelos vizinhos do loteamento |
Uma das
últimas vistas do
riacho |
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A água
proveniente do condomínio,
de agora em diante, passará por aqui,
até chegar no Rio Anhumas |
Próximo dali,
o poluído Rio
Anhumas,
que coleta
o esgoto sem tratamento do
distrito
continua sem solução prática |
Do outro lado
do Rio Anhumas, local
onde o rio recebe o esgoto "in natura"
do
Bairro
Alto da
Cidade Universitária |
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