OFICINA DE BIOCONSTRUÇÃO EM BARÃO GERALDO
-abril 2007-
 

O INSTITUTO ÁRVORE DA VIDA & SAPISCAMP promoveram domingo na Praça Pau Brasil, bairro Solar Campinas, uma oficina de Bioconstrução. A apresentação foi do Arquiteto Eduardo Salmar - Professor de Sistemas Construtivos na Faculdade de Arquitetura da Unimep. Construtor pelo Arquiterra-projetos e construções bioclimáticas desde 1982. Membro efetivo da rede iberoamericana PROTERRA. Pesquisador de materiais pelo IPR-Inova/Unicamp.

Segundo especialistas, com as técnicas da bioconstrução, uma casa de 64 metros quadrados custa em torno de R$ 4 mil. Se fossem utilizados materiais tradicionais como cimento e tijolo, a mesma casa custaria pelo menos R$ 20 mil. Um dos maiores desafios à bioconstrução, é o preconceito contra esta tecnologia. As classes mais humildes, vêem as novas técnicas como algo precário. Dessa forma, para conseguir mudar esta mentalidade, é necessário trabalhar com clientes de classes média e alta, que acabarão por servir de exemplo para os outros. O Barão em Foco visitou um condomínio luxuoso em Ilhabela, litoral norte de São Paulo, cujas casas foram construídas com esta técnica. Além da alta durabilidade, as casa são ecologicamente corretas, práticas, saudáveis e muito bonitas. Lembramos que a secular Catedral de Campinas é considerada a maior construção de taipa de pilão do mundo atual.

Por que construir com terra?
...O ecossistema planetário irá se beneficiar de três grandes maneiras:
A DURABILIDADE leva à diminuição da manutenção, redução da demanda de pinturas e outros acabamentos exteriores;
A LONGEVIDADE de mais de 100 anos, elimina a necessidade de reconstrução da moradia por uma ou mais gerações, permitindo aos recursos naturais vitais do planeta, décadas para se regenerarem;
A RECICLABILIDADE das paredes de terra diminuem enormemente o fardo que as indústrias de construção e demolição provocam nas reservas do planeta.
A exploração de sistemas de construção que otimizam recursos naturais deverão dominar o diálogo arquitetônico no próximo milênio. Se unirmos a situação geográfica ideal (conhecimento do território), às estratégias de isolamento apropriadas ao clima local e ainda, com projetos DE ARQUITETURA sensíveis às necessidades do cliente, sem dúvida teremos chegado à era da construção com terra.
“O solo-cimento é um material que possui boa resistência à compressão, bom índice de impermeabilidade, baixo índice de retração volumétrica e boa durabilidade.” afirmou o Arquiteto Eduardo Salmar. 

Maiores informações: (19) 2121-0192 ou 9123-4505

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