Associação Cultural Elesbão


 

Um convite à reflexão

Vivemos em um distrito rico em produção de cultura. Porem, ao mesmo tempo em que em nosso distrito existem diversos grupos culturais, a população em geral é pobre em acesso e conhecimento sobre esses mesmos. Podemos e devemos buscar a aglutinação de todos esses grupos em um único espaço. Podemos e devemos divulgar para toda a população que ela pode e deve ter acesso à produção de cultura.
 

O encontro

Desde outubro de 2005, diversos grupos culturais e movimentos sociais uniram-se para discutir a criação de uma Associação Cultural Comunitária que reúna as diversas organizações com interesse em promover atividades para a comunidade em um espaço cultural popular e democrático em Barão Geraldo. A associação está aberta para novos interessados que desejam trabalhar conjuntamente para o sucesso desta batalha.
 

Agilizando a comunicação

Para agilizar nossa comunicação abriu-se na Internet o Cultura Barão, grupo de discussão cultural e ecologia ligando os grupos e aberto à sociedade de Barão Geraldo bastando para isso que se inscreva na página do grupo:

http://br.groups.yahoo.com/group/culturabarao onde se encontram dados dos grupos, fotos, arquivos, agenda de eventos e de reuniões.
 

Conheca alguns grupos que compõem a Associação Elesbão

- Movimento 1-Hip Hop e Cidadania - organiza oficinas e eventos resgatando a história do Hip Hop dentro da luta de classes, de forma a buscar na socialização do conhecimento as ferramentas para o desenvolvimento individual e coletivo.

- Movimento Sonha Barão - acontece desde abril de 2001. Em junho de 2005 tornou-se uma Associação e está prestes a se tornar uma OSCIP. Seu objetivo é conhecer a realidade de Barão Geraldo para transformá-la. Mobiliza para ações sócio-ambientais, educacionais e culturais, visando uma cultura de paz.

- Núcleo de Samba Cupinzeiro - realiza rodas de samba abertas à comunidade, divulgando o samba tradicional e aprofundando a pesquisa sobre o samba enquanto manifestação popular.

- Projeto Trilharestórias - trabalha arte-educação com crianças: histórias, músicas, brincadeiras e muita criação. Junto aos movimentos sociais, busca uma educação popular e transformadora.

 

Associacâo Cultural Elesbão

Nasce na Vila São João em Barão Geraldo no dia 20 de novembro de 2005 a Associação Cultural Elesbão.

A Associação Cultural Elesbão segue no objetivo de unir os grupos culturais de nossa área e juntos trazer e construir com você cultura, arte, expressão social e consciência política, social, racial e ecológica.

Voltamos a frisar que a Associação Cultural Elesbão está aberta para receber mais grupos e entidades.


Por que Elesbão

Por ser o dia de sua fundação, 20/11, o Dia da Consciência Negra, a associação escolheu por nome Elesbão, por ser um símbolo de resistência e luta. Elesbão foi um negro enforcado, esquartejado e exposto como exemplo de controle sócio-cultural em Campinas no ano de 1835.

O Grupo

Grupos e entidades que unidos num só corpo materializam este projeto:

Afrocultura
Bambu & Arte
Cenarte
Capoeira Semente de Esperança(Mestre Jaça)
Capoeira Semente do Jogo de Angola (Mestre Jogo de Dentro)
DCE-Unicamp
DCE-Facamp
Harmonize (Terapia Holística)
Instituto Arvore da Vida
Movimento C.H.E.
Movimento Hip Hop e Cidadania Movimento Passe Livre
Movimento Sonha Barão
Núcleo de Samba Cupinzeiro
Núcleo Pela Reforma Agrária CarlosMarighella
Projeto Trilharestórias
Viveiro de Plantas Nativas

 

O Espaço físico

A associação, na busca por um espaço físico para aglutinar todos os grupos culturais de Barão Geraldo de forma aberta e gratuita, localizou um espaço para tornar isso uma realidade.

O espaço em foco é o antigo clube da Kleber,. situado sob o endereço Rua Manoel Antunes Novo, n0 400 em Barão Geraldo.


Por que neste local
?

O terreno já foi propriedade particular de uma cidadã campineira, que doou o terreno para a empresa KLEBER na intenção de construir um clube para os funcionários da fábrica. No processo desta doação, a proprietária formalizou um acordo de doação do terreno com a condição de que, se a empresa parasse de funcionar naquela localização, o terreno seria transferido para o poder público.

Após a KLEBER entrar em falência e parar seu funcionamento, pessoas que tinham relações com a antiga fábrica continuaram a usar o terreno. Esta situação causou incômodos para a população local e mobilizou um processo na Câmara Municipal de Campinas, desencadeando com a aprovação na lei do retorno do terreno ao poder público. Esta decisão foi publicada no Diário Oficial do Município no dia 16/10/2004.

Recentemente, com a saída dos últimos ocupantes, o espaço foi entregue para o município para ser feito ali algo de cunho público para a comunidade.

É nesse contexto que a Associação Cultural Elesbão reivindica este espaço público para que os diversos grupos culturais possam desenvolver atividades comunitárias. Chamamos aqui a responsabilidade do poder público: para ser parceira destas iniciativas populares, ouvir sua voz e fornecer as condições necessárias para que as atividades comunitárias possam ser realizadas.

Histórico de Elesbão:

Elesbão, segundo o inquérito de 11 de agosto de 1831, era um negro africano, pertencente a naçao cabinda, solteiro, escravo e fugitivo que vivia em um quilombo formado por escravos fugidos do engenho Romão, de propriedade do capitão Luiz José de Oliveira. A versão contada pelas autoridades é de que Elesbão e Narciso teriam matado o Capitão Luiz José de Oliveira, no dia 20 de Maio de 1831, na beira de um córrego.

A pedido câmara de vereadores de Campinas da época, ELesbão e Narciso foram julgados e então condenados à morte. Narciso foi executado no dia 24 de maio de 1833, em São Paulo. Elesbão foi executado em 9 de dezembro de 1835 em Campinas, após cortejo saído da Cadeia Velha (atual Praça Bento Quirino) e composto pelas autoridades públicas, o Réu, o Vigário, o Sacristão, o Carrasco, a Infantaria da Guarda Nacional e os Soldados da Cavalaria. A população local também estava presente, além de vários escravos enviados por seus senhores para assistirem à execução no Largo Santa Cruz.

Elesbão foi enforcado, desmembrado e colocado em exposição como exemplo de alerta e ameaça aos quilombolas e libertadores. Para os que lutam por igualdade e justiça, Elesbão tornou-se um símbolo de resistência.

 

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