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Padrão de vida e
Qualidade de vida
Você sabe o que
é FIB?
Um país
monárquico chamado Butão, localizado no Himalaia, entre a China
e a Índia, tem capturado a atenção mundial por que mede o FIB
(Felicidade Interna Bruta) e afirma que este índice é mais
importante que o PIB (Produto Interno Bruto).
O Rei do Butão,
Jigme Singye, que foi considerado uma das cem pessoas mais
influentes do mundo em 2007 pela Time, afirma que o FIB é o
alicerce de todas as políticas do seu governo.
Segundo Susan Andrews,
psicóloga e antropóloga de Harvard, que participou de
recente conferência em Bangcoc, numerosos palestrantes
enfatizaram que, enquanto o PIB se baseou na crença de que a
acumulação da produção econômica leva a um maior bem-estar, as
pesquisas mostram que, após certo nível de renda, o aumento da
riqueza não conduz a um correspondente aumento da felicidade.
O PIB não
somente falha em contabilizar os custos ambientais, mas também
inclui formas de crescimento econômico que são prejudiciais ao
bem-estar da sociedade. Por exemplo, despesas com atendimento
médico, crime, divórcio e até desastres são computadas como um
aumento do PIB!
As decisões
políticas nesse país, de acordo com Dasho Karma Ura, diretor
para o Centro de Estudos do Butão, são tomadas a partir dos
indicadores da FIB, que são os seguintes: padrão de vida, saúde,
educação, resiliência ecológica,
bem-estar psicológico,
diversidade cultural, uso equilibrado do tempo, boa governança e
vitalidade comunitária. “A renda não é buscada pelo seu bem em
si, mas para aumentar a qualidade de vida, para obter a
felicidade”, diz ele. “Felicidade baseada na ética, em cultivar
relacionamentos entre as pessoas e com a natureza. E também uma
felicidade interior baseada na espiritualidade.”
O ex-ministro
do Exterior da Tailândia afirmou, naquela Conferência, que
apesar da aceleração do crescimento da Ásia nas últimas décadas
ter alcançado o impressionante índice de 10% ao ano, muitos
dizem que isto não produziu mais felicidade. Ele comentou: “Nós
aqui no sudeste da Ásia apesar dos nossos milhões de rúpias, de
ringgits e de baths (moedas da Ásia), nos sentimos mais
inseguros com relação a nossa vida, a nossa família, a nosso
futuro do que jamais sentimos antes”.
Num mundo de
aceleradas rupturas ecológicas, sociais e psicológicas, talvez
os butaneses, com sua sabedoria dos Himalaias, tenham algo a nos
ensinar. Que possamos alcançar a prosperidade em harmonia com o
planeta sem perder a verdadeira fonte da felicidade: nossas
conexões uns com os outros, com a Terra e com o espírito dentro
de nós, afirma Susan Andrews.
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