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Dentre as
escolas públicas em Barão Geraldo, a Rezende e a Federici são as duas
que têm até o ensino médio. As escolas Francisco Álvares, Dora Kanso e
Dulce Nascimento têm o ensino fundamental completo até a 8ª série. As
escolas Roque Magalhães, Maria Alice, Pedro de Oliveira e Sérgio P.
Porto têm o 1º ciclo do ensino fundamental. Todas as escolas têm destaques de eficiência. O assunto constantemente em pauta nestas nove escolas, é a presença dos pais, um estímulo essencial para o desenvolvimento e formação do aluno. Os pais devem conhecer a escola e seus professores para acompanhar o desenvolvimento dos filhos. Os filhos devem ver os pais na escola e saber que há uma comunidade zelando por eles. As crianças e adolescentes testam e buscam limites, que são determinados pelo meio em que vivem. É impossível completar a educação dos alunos e orientar quanto aos limites só com professores que convivem apenas 5 horas diárias, em 200 dias por ano. Isto é, durante 11,4% do tempo na vida da criança e do adolescente. Os pais são necessários para completar a educação. Estas nove escolas de Barão Geraldo utilizam de várias estratégias para que os pais compareçam nas escolas e participem da educação. Temos visto: reuniões educativas, reuniões da APM, festas escolares, shows dos alunos, exposições de ciências, festas de aniversários das escolas, festas juninas, inaugurações de bibliotecas, caminhadas, palestras, jogos, aulas de pintura e culinária para familiares e outros.
Apesar dos
esforços das escolas, poucas mães comparecem. Pai é muito difícil. A
grande maioria (chega a 95%) nega R$10,00 para a APM no ato da matrícula
e muitos deixam bem claro: é obrigação do estado educar de graça e vão embora a
uma clara demonstração de que já fizeram a sua obrigação, que era
matricular o filho, de agora em diante, o que acontecer é obrigação e
responsabilidade do estado, volto no ano que vem.
Contrastando com este quadro triste de alienação paterna, temos
observado uma verdadeira obsessão e acompanhamento nos mínimos detalhes
do futebol nacional e internacional. Fruto do incentivo dos meios de
comunicação, o brasileiro em geral, festeja mais quando seu time ganha
do que quando seu filho ganha. Sofre muito, muito mais quando seu time
perde do que quando seu filho perde. O choro, fogos e reação pós-jogo
demonstram isto claramente. Quando o filho perde, o pai não chora, fica
violento e xinga, afinal a culpa não é dele, é da escola. Às vezes é
culpa da mãe, mas dele, nunca.
Se os canais
de comunicação oferecem entusiasmos e alegrias que conduzem adultos,
crianças e adolescentes para onde querem comercialmente, deveria haver uma
contrapartida com diretrizes e orientação educacional adequada, discutida e aprovada,
principalmente para as crianças e adolescentes.
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