|
|
|
Padre José de Anchieta nasceu na Ilha de Tenerife, Canárias, em 1534, e morreu em
1597 numa cidade do Espírito Santo, Brasil, que hoje tem seu nome. João Caetano João Caetano dos Santos nasceu a 27 de janeiro de 1808 em Itaboraí, no estado do Rio. Em 1860, após uma visita ao Conservatório Real da França, João Caetano organizou no
Rio uma escola de Arte Dramática, cujo ensino era totalmente gratuito. Além disso,
promoveu a criação de um júri dramático, para premiar a produção nacional. O pesquisador J. Galante de Souza (O Teatro no Brasil, vol.1) considera que o ator, "um estudioso dos problemas da arte de representar, e dotado de verdadeira intuição artística, reformou completamente a arte dramática no Brasil". Antes dele, a declamação era uma espécie de cantiga monótona, como uma ladainha. Ainda segundo J. Galante, "João Caetano substituiu aquela cantilena pela declamação expressiva, com inflexões e tonalidades apropriadas, ensinou a representação natural, chamou atenção para a importância da respiração e mostrou que o ator deve estudar o caráter da personagem que encarna, procurando imitar, não igualar, a natureza". Gonçalves Magalhães Domingos José Gonçalves de Magalhães, o Visconde de Araguaia, foi o primeiro autor
de uma tragédia de assunto nacional: Antônio José ou O poeta e a inquisição. Esta
peça, apesar da espontaneidade dos diálogos e da simplicidade da ação, ainda não pode
ser considerada como uma obra do período romântico. O próprio Gonçalves de Magalhães
admite que " procurou permanecer entre o rigor dos clássicos e o desalinho dos
românticos". Martins Pena Luis Carlos Martins Pena nasceu no Rio a 5 de novembro de 1815. Completou um curso de comércio e freqüentou a Academia de Belas Artes onde aprendeu pintura, escultura, arquitetura e cenografia. Paralelamente, estudou história, geografia, literatura (principalmente a dramática), inglês, francês e italiano. Começou sua carreira de funcionário público em 1838 quando foi nomeado escrevente do
consulado da Também escreveu uma novela, O rei do amazonas (incompleta), e o romance histórico Dugay Trouin. Martins Pena é considerado o fundador do teatro de costumes no Brasil. Segundo o crítico Sílvio Romero "se se perdessem todas as leis, escritos, memórias da história brasileira dos primeiros cinqüenta anos do século XIX, e nos ficassem somente as comédias de Pena, era possível reconstruir por elas a fisionomia moral de toda essa época". Martins Pena reformulou o esquema da farsa portuguesa introduzindo-lhe personagens e situações tipicamente cariocas. O pai da comédia brasileira prefere mostrar as condutas e os costumes considerados "censuráveis". Sábato Magaldi observa que é "a safadeza menor, o mau caráter, o roubo poltrão... a pequenez de tudo é o retrato melancólico feito por Martins Pena da maioria das suas personagens. Essa é a triste imagem refletida em sua comédia". Artur Azevedo Artur Nabantino Gonçalves Azevedo nasceu em 7 de julho de 1855 em São Luís do
Maranhão. Artur Azevedo foi o consolidador da comédia de costumes iniciada por Martins Pena. Autor muito popular, retratou os costumes da sociedade brasileira do final da Monarquia e início da República. Machado de Assis Joaquim Maria Machado de Assis nasceu em 1839, no Morro do Livramento, Rio de Janeiro. Ele era o filho único de um casal bem pobre: o pai era um pintor mulato e a mãe era uma lavadeira portuguesa. Machado ficou órfão bem cedo e permaneceu na escola por um período curto. Na verdade, ele precisou aprender tudo sozinho. Desde os 16 anos, freqüentava a tipografia de uma revista chamada Marmota Fluminense, e logo se tornou um aprendiz de tipógrafo. Foi desta forma que sua carreira como escritor começou. No início ele revisava os manuscritos e depois se tornou um jornalista. Em 1869, Machado casou-se com Carolina, uma jovem portuguesa, irmã do poeta Faustino Xavier de Novais. Depois da morte de Carolina, ele se isolou numa casa confortável no Cosme Velho - um bairro do Rio de Janeiro-, onde morreu em 1908, nos deixando uma obra composta por várias novelas e poemas, muitos contos, críticas e crônicas, algumas comédias e peças de teatro. Fonte: Encena Brasil |
![]() |
| voltar |