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Carmen Queiroz e Eliseu do Rio mostram seus novos CDs com show no Sesc Pompéia

A Chopperia do Sesc Pompéia será transformada nesta quinta-feira (12) numa verdadeira roda de samba. É que, a cantora paranaense Carmen Queiroz e o cantor Eliseu do Rio estarão lançando os CDs "Leite Preto" e "Tô Aí", ambos pela gravadora CPC-UMES.

Para Nelson Sargento, compositor gravado por Carminha, ao lado de Zé Luiz, em "Amante Vadio", escreveu na contra capa do "Leite Preto": "Carmen Queiroz não é mais uma cantora no cenário musical do Brasil, é mais que isso. Ao meu ver ela vem preencher uma lacuna que existe na música popular desse país...". Outros importantes nomes da música dão o aval para Carmen Queiroz, como Beth Carvalho, Ivor Lancelotti e Délcio Carvalho.

Carmen Queiroz integrou corais, depois vieram os bares noturnos, os grupos musicais, como "Bando Flor do Mato" e "Bando da Rua". "Tive algumas participações em shows de outros artistas que foram importantes e gratificantes, como nos de Nelson Sargento, Luiz Carlos da Vila, com o saudoso Zé Ketti, e, de forma muito especial, no Canecão (RJ), com Beth Carvalho", conta Carminha.

Do CD "Leite Preto", que tem direção musical assinada por Edmílson Capelupi, nada melhor que a própria Carmen Queiroz para descrevê-lo: "Procurei primeiramente ouvir os compositores cujo trabalho admiro muito. A dificuldade que tive foi em escolher qual composição gravar dentre tantas maravilhosas. Todos os compositores são meus amigos", explica Carminha.

Carminha gravou compositores como Sombra, Paulinho Tapajós e Edmundo Souto, Délcio Carvalho e Dona Ivone Lara, Noca da Portela, Chico Buarque, Ivor Lancelotti e Paulo César Pinheiro, Luiz Carlos da Vila, entre outros, que dão o tom de qualidade do trabalho junto a sua bela voz.

Eliseu do Rio, intérprete oriundo do Salgueiro, vem com o aval de Nei Lopes, que diz: "Valorizando o bem escolhido repertório, do qual participo com dois sambas em parceria com o grande Zé Luiz, a voz, a divisão, o talento e a ginga brasileiramente verdadeiros de Eliseu do Rio, nos quais alguém já avistou influências do saudoso Mestre Marçal".

Eliseu é um intérprete na mesma linhagem que Mário Reis, Roberto Silva, Ciro Monteiro, Roberto Ribeiro, Gilberto Alves e muitos outros que, como ele, interpretam o samba com muita personalidade. Algumas vezes Eliseu realmente nos faz lembrar o Mestre Marçal, e em outras, o Jamelão.

No repertório de "Tô Aí", que vem com a direção musical do competente Carlinhos 7 Cordas, destacamos as faixas "Resistência" (Zé Luiz e Nei Lopes), "Na Palma da Mão" (Sereno e Dedé da Portela), "Eternamente Salgueiro" (Almir Baixinho e José Carlos) e "Sinhá" (Indayá Mendes e Sereno), em que Eliseu dá um banho de interpretação, não desmerecendo as demais faixas.

Aí estão dois ótimos lançamentos da gravadora CPC-UMES, que darão muito o que falar. A música brasileira ganha dois registros fonográficos da melhor qualidade.

O Sesc fica na Rua Clélia, 93, Pompéia - SP. Quarta-feira (12). Às 21h.

3871-7700. Grátis.

Redação

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